sábado, 12 de maio de 2007

O CAÇADOR DE ESMERALDAS

"As vantagens e as limitações dos "super-espetáculos" pré-deliberados, do filme histórico de exaltação ufanista. Sem dúvida, a fita que Oswaldo Massaini não poderia deixar de tentar após "Independência ou Morte". Os cuidados vão desde a escolha de um elenco em que não faltam as figuras de prestígio ou de garantia mítica popular de TV, teatro, rádio, cinema e mesmo publicidade, até a pesquisa histórico-acadêmica que revela que o verdadeiro nome de Fernão Dias era Paes, mas não Leme. Vão, também, das chamativas roupagens solicitadas a Campello Neto até a inclusão de figuras sexy como Nydia de Paula, Esmeralda Barros e Julciléa Telles. Na direção, ao invés do habitual Carlos Coimbra, o igualmente tarimbado e expedito Oswaldo de Oliveira, de quem esta semana temos também a "reprise" de "Os Garotos Virgens de Ipanema" e que, aliás, vem de obter um pouco comentado, mas real acerto como fluência narrativa e como gosto visual em "Bordel - Noites Proibidas" (ainda hoje no Cine Globo). No papel título, Jofre Soares e, como sua jovem esposa, Maria Beteim, Glória Menezes."

Publicado originalmente no "O Estado de S. Paulo" de 31/08/80.

2 comentários:

Moacy Cirne disse...

Gosto dessas críticas curtas: com poucas palavras, é possível dizer muita coisa. Biáfora (concordemos ou não com ele) conseguia passar o seu "recado" de forma absolutamente exemplar. Parabéns pelo blogue-homenagem. Um abraço.

sergio disse...

É verdade, Moacy! O Biáfora tinha essa qualidade de em poucas linhas deixar bem claro sua opinião (concorde-se ou não com ele).
Obrigado, Moacy! Abração!